
Algumas civilizações antigas tinham sua religião baseada nos astros. Se algo bom acontecia era ação dos astros, mas se algo ruim acontecia nenhum astro estava agindo. Essa ausência de participação em acontecimentos desagradáveis passou a se chamar “Desastre”.
Pode acontecer escala mínima, (como um leite derramado, um celular pifado) ou mesmo numa escala global, como um tsunami, terremoto, erupções vulcânicas [vamos nos ater aos fatos independentes de falhas humanas].
É impressionante como, quando algo do tipo acontece, ninguém é melhor, pior, mais rico, mais pobre, mais negro, mais indígena, mais asiático, enfim, somos tratados da mesma maneira. Somos submetidos ao que não somos acostumados: “Igualdade perante todos”.
Além disso, somos atingidos por uma sensação de fragilidade vital, percebendo assim o quão somos intrusos nesse planeta em constante transformação.
Sempre houve esses tais desastres naturais e até mesmo em maior escala e freqüência, mas não estávamos aqui para sofrer perdas materiais e familiares.
A lição de moral é a seguinte: “O planeta não é nosso inimigo. Muito pelo contrário, nos elo mantêm vivos até agora com tantos maus-tratos patrocinados pela humanidade. A verdade é que nós somos os malvados da história.”
Ariel Bitencourt
20/03/2011
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