segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Preguiça de viver!

Tentarei tornar este post menos pessoal para não disseminar o egocentrismo através dos poucos [e fiéis] leitores desse blog.
Certa vez estava minha pessoa a praticar sua corrida do final da tarde por uma avenida da megalópole Cacoal, quando me reparei com uma cena que marcou, e de certa forma até chocou, minha vida de uma forma positiva. Deparei-me com uma mulher, cerca de 30 anos, sem suas duas pernas. Ela estava do outro lado da rua, andando na calçada. Usava próteses não muito modernas, mas que lhe ajudavam-na, juntamente com o andador, a caminhar pela calçada, como se cada passo fosse uma conquista histórica.
Sempre fui do tipo “preguiçoso” pra tudo. Mas quando tive esta visão acima citada me senti muito mal, não por ela, mas por ter tido tanta preguiça de fazer coisas simples inúmeras vezes.
Me senti um lixo.
Mas como meu pai sempre diz -“Sempre tente tirar uma lição de tudo, moleque”- tirei uma lição para toda uma vida.
Deixe a preguiça onde você nunca a encontre e não se lamente por estar deprimido ou revoltado com coisas fúteis. Há pessoas que dariam seu reino por algo que não damos valor. Saúde e integridade física.
Acontece quase que com todas as coisas simples e importantes que possuímos. Damos valor quando perdemos. O ar que respiramos o sapato que conforta nosso andar, o agasalho feio que nos esquenta, a mochila velha que carrega nossas coisas, nossas mãos que se lavam, nossas pernas que proporcionam a ausência de sedentarismo [ou não], enfim, coisas simples que quando perdemo-las se tornam tão importantes [ou até mais] do que um celular novo ou um notebook legal.
Lembrem-se pequenos gafanhotos, bem aventurado o que dá valor aos pequenos prazeres da vida.

Ariel Bitencourt
28/02/2011

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